17 abril 2012

Aviso


Aviso aos navegantes:

Vai abrir vestibular no meio do ano para Tecnologias em Sistemas para Internet, na faculdade Anhanguera do Rio Grande.

Aproveitem a oportunidade de fazer o curso, o mercado esta com deficiência de profissionais nesta área.
Não percam os prazos de inscrições.
06 abril 2012

Panorama da TI no Brasil


Panorama da Tecnologia da Informação no Brasil

Estudo elaborado pela Brasscom avalia a formação, distribuição e salários da categoria em oito regiões brasileiras
 Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) realizou estudo sobre o mercado de profissionais de Tecnolgia da Informação no Brasil e mostrou que os salários de TI crescem acima da inflação na maioria dos estados desde 2003.
O estudo descobriu também que a demanda é maior que a oferta de mão de obra.
São Paulo é o estado onde a situação é mais crítica, pois contratação de profissionais em 2010 foi de quase 14 mil e as universidades formam apenas 10 mil estudantes. Rio Grande do Sul e Paraná também apresentam escassez de profissionais, porém em menor escala.
As projeções indicam que os oito estados analisados – São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul – demandarão 78 mil profissionais em 2014, mas apenas 33 mil concluirão os cursos.
A média mensal dos salários dos profissionais de TI é de R$ 2.950,00 quase o dobro da nacional, de R$ 1.499,00.
O salário inicial para um analista de desenvolvimento de sistemas, por exemplo, é de R$ 3.980,00 no Distrito Federal, R$ 3.415,00 no Rio de Janeiro e R$ 2.950 em São Paulo, todos acima da média de R$ 2.862,00 nos oito estados analisados. No Paraná e na Bahia estão na faixa de R$ 2.200,00.
O estudo da Brasscom traz um panorama detalhado sobre o mercado profissional de TI nos oito principais mercados do setor no País: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul e pode ser encontrado na integra no site www.brasscom.org.br.

Nokia e Microsoft

Nokia e Microsoft cortejam desenvolvedores no Brasil

Primeiro evento para desenvolvedores acontece logo depois do lançamento dos primeiros aparelhos Lumia com Windows Phone

Um auditório com 300 cadeiras ficou repleto de desenvolvedores na última sexta-feira (23), em São Paulo, curiosos para ouvir as primeiras palavras dos executivos da Nokia após a chegada dos primeiros smartphones da empresa com Windows Phone no Brasil. O Lumia 710 e o Lumia 800, dois dos quatro aparelhos da Nokia com o sistema da Microsoft, começaram a ser vendidos no Brasil apenas um dia antes.
Almir Narcizo, presidente da Nokia no Brasil, fez questão de comparecer ao Nokia Developer Day, numa tentativa de atrair desenvolvedores de outras plataformas, como iOS (Apple) e Android (Google), para o “time” do Windows Phone. “Esta semana é a mais importante para a Nokia em toda a sua história no Brasil. Queremos voltar à liderança em smartphones e precisamos muito de vocês”, disse Narcizo, em um apelo aos desenvolvedores na abertura do evento.


Foto: Getty Images Ampliar
Celulares Lumia são aposta da Nokia no mercado de aparelhos mais sofisticados
Apesar de estar começando sua jornada com Windows Phone no Brasil, a Nokia já tem um longo histórico de relacionamento com os desenvolvedores da região, que criam aplicativos na linguagem Qt, que serve aparelhos com o sistema operacional Symbian e MeeGo.
Contudo, a plataforma evoluiu numa velocidade inferior a dos concorrentes, o que tirou a Nokia da liderança do mercado. “Meus amigos estão pedindo smartphones Lumia para mim. Eu não ouvia isso há muitos anos na Nokia”, disse Narcizo.

Um ecossistema em construção
Para retomar o mercado, a Nokia já investiu no hardware dos aparelhos, que tem uma proposta diferente de design, e no sistema operacional, por meio da parceria com a Microsoft anunciada há um ano. Com o evento para desenvolvedores, no entanto, a Nokia começa a sua terceira batalha: ajudar a Microsoft a atrair mais desenvolvedores para o Windows Phone, que hoje conta com 70 mil aplicativos.
O número soa grande, mas ainda é pequeno perto das lojas de aplicativos dos principais rivais. O iPhone já têm quase 600 mil aplicativos disponíveis, enquanto o Android já passa dos 450 mil. “A guerra no mercado de smartphones é de ecossistemas”, disse Narcizo. “O número de aplicativos é fundamental para os consumidores.”
Para atrair os desenvolvedores, a Nokia e Microsoft oferecem suporte local, algo desconhecido para a maior parte deles. Geralmente, os desenvolvedores buscam a documentação sobre uma determinada plataforma na web. Como alternativa, a Nokia e a Microsoft propõem treinamentos e suporte em português para tirar dúvidas sobre o Windows Phone, desde a parte técnica até sobre como ganhar dinheiro com o aplicativo.
A possibilidade de ganhar dinheiro com aplicativos atraiu Marcos Valério Perboni, estudante da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), para o evento da Nokia. Atualmente, ele desenvolve aplicativos apenas na linguagem Java. “Há um mês ganhei um curso da Nokia na minha universidade e me interessei em estudar a plataforma Windows Phone”, diz Perboni.

Cursos
O curso oferecido na PUC-SP faz parte de uma série de eventos em universidades de todo o País, que ocorrem desde setembro de 2011. As palestras são ministradas por pesquisadores do Instituto Nokia de Tecnologia (INDT), que fica em Manaus (AM). Todo ano, a Nokia investe cerca de US$ 70 milhões no centro de pesquisa e parte deste dinheiro está sendo direcionada para disseminar o Windows Phone entre os desenvolvedores no Brasil.
Segundo Daniel Rocha, gerente de ecossistema e serviços da Nokia, a empresa possui 18 pesquisadores focados na plataforma da Microsoft no INDT. Além dos cursos, eles oferecem suporte aos desenvolvedores sobre o Windows Phone. “Muitos desenvolvedores da plataforma Windows se interessaram e, em muitos casos, estamos tendo que limitar o número de inscrições para o evento”, disse Rocha, ao iG. Só no evento de sexta, o número de inscrições chegou a 500, mas só havia 300 vagas.
23 março 2012

GeForce GTX 680

Nvidia apresenta a placa de vídeo mais rápida do mundo: a GeForce GTX 680

A empresa fabricante de componentes para computadores Nvidia, lançou nesta quinta-feira, 22 de março a sua mais nova e tecnológica placa de vídeo, a GeForce GTX 680, baseada na micro-arquitetura Kepler

Nvidia apresenta a placa de vídeo mais rápida do mundo: a GeForce GTX 680
A empresa fabricante de componentes para computadores Nvidia, lançou nesta quinta-feira, 22 de março a sua mais nova e tecnológica placa de vídeo, a GeForce GTX 680, baseada na micro-arquitetura Kepler.
A GeForce GTX 680 tem como promessa ser a mais rápida placa de vídeo do mundo. Na oportunidade a Nvidia também apresentou a GeForce 600M, para o uso em notebook.
Mas voltando a novíssima GTX 680, encontramos várias novidades, entre elas, o novo bloco processador de fluxo, que oferece o dobro de desempenho por watt, também encontramos os novos componentes silenciosos da placa, isso mesmo, a Nvidia promete mais silencio por parte da GTX680 com o GPU Boost, que ajusta as velocidades da GPU automaticamente e assim melhora em muito o desempenho nos games.
Mas não para por ai não as novidades desta maravilha, na placa de vídeo da Nvidia o usuário também encontrará novas tecnologias de anti-aliasing para o aperfeiçoamento do visual dos games, além do suporte para até quatro monitores independentes, entre eles três em 3D, com apenas uma só placa.
A GTX 680 tem capacidade para suportar a terceira geração de PCI-E e DirectX 11.1. Mas entre todas as novidades a que o usuário irá gostar mais, é a melhoria no consumo de energia onde a nova placa de vídeo da Nvidia consome apenas 195 w.
Apresentada então nesta quinta-feira, a GeForce GTX 680 chega hoje nos Estados Unidos a um valor de US$ 499.00 por fabricantes como Asus, MSI, PNY e Gigabyte. Aqui no Brasil a GTX 680 deve custar R$ 1.999,00.
Já a GeForce 600M, lançada para notebooks, será lançada para os aparelhos da Asus, Acer, Dell, HP, Lenovo, LG, Samsung, Sony e Toshiba.
15 março 2012

PPGComp




 Lembrando: estão abertas as inscrições para aluno especial 2012/1 no PPGComp:


   Até sexta-feira, 16/março, 16h.

mais um graduado em Sistemas entra no mestrado agora ele é o primeiro a fazer o Mestrado de Engenharia de Computação, e outro ficou de suplente

Parabéns Bernardo e Diego.
07 março 2012

New ipad

Novo iPad deve ter quatro vezes a velocidade do primeiro

Ele deve ter 1 GB de RAM, contra 256 MB do iPad 1 e 512 MB do iPad 2
ipad

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O novo iPad, que estão chamando de iPad 3, ainda será lançado nesta quinta-feira (7). No entanto, já circula na internet especializada qual seria a principal novidade: ter 1 giga de de memória RAM.
O primeiro iPad tinha 256 MB, contra 512 MB do iPad 2 - exatamente o dobro. Agora, eles dobrariam essa velocidade novamente, segundo o Cult of Mac.
O lançamento acontece um ano após a apresentação da segunda geração do tablet, que aconteceu em 2 de março de 2011 e contou com a presença de Steve Jobs, fundador e executivo-chefe da Apple morto em outubro do ano passado.

Neste ano, as novidades devem ser mostradas por Tim Cook, sucessor de Jobs.

Até o início das vendas do iPad 2, a companhia havia vendido cerca de 19 milhões de unidades do aparelho. A estimativa do mercado é que até dezembro do ano passado as vendas totais desde o lançamento do tablet, em 2010, tenham ultrapassado a marca de 55,2 milhões de aparelhos.

O iPad 2 começou a ser vendido nos Estados Unidos no dia 11 de março de 2011 e chegou ao Brasil em 27 de maio do mesmo ano por ao menos R$ 1.649.

De acordo com o blog especializado 9toMac, a Apple deve apresentar o novo iPad com 16 GB, 32 GB e 64 GB, exatamente como nas versões anteriores. Os preços, nos EUA, devem ser os mesmos do iPad 2, segundo o site.

Em se tratando de um dos produtos de maior sucesso no mundo da tecnologia, a imaginação vai longe. Boatos falam em um novo iPad sem seu único botão físico, com projetor embutido e ainda sistema NFC, que permite transformar o tablet em uma máquina de pagamento “inteligente”.

Consultando fontes americanas e asiáticas envolvidas no processo de produção do novo iPad, a imprensa e especialistas americanos apostam em mudanças menos radicais, como uma tela com maior definição, câmeras mais potentes e processador mais rápido.

Saiba as possíveis novidades do próximo iPad

Retina display
A tela do novo iPad deve dar um grande salto em relação a que existe no modelo atual. A tela pode ser do tipo retina display, como a do iPhone 4S. A resolução pode dar um grande salto, para 2048 x 1536 pixels, contra 1024 x 768 do iPad 2. A nova resolução deve tornar as imagens, jogos e filmes ainda mais nítidos.

4G
O novo modelo pode ter suporte para funcionar na rede 4G, a banda larga móvel ultrarrápida.

Siri
O serviço de comando por voz que funciona como um assistente pessoal da atual versão do iPhone deve chegar também ao tablet da Apple.

Câmeras mais potentes
O primeiro iPad não tinha câmera. A segunda geração ganhou duas câmeras, uma frontal e outra traseira para serem usadas em videoconferências por meio do recurso FaceTime. A terceira geração deve ganhar câmeras com maior resolução, de 8 megapixels.

Processador quad-core
Mais potente que o dual-core presente no iPad 2, permitindo que o tablet execute todas as funções de maneira mais rápida.

Modelo menor e mais barato
Um modelo mais barato e menor, com cerca de 8 polegadas – contra 9,7 do iPad 2 - seria uma novidade importante na briga da Apple com concorrentes como o Kindle Fire, da Amazon, e o Galaxy Tab, da Samsung, ambos com tela de 7 polegadas.


06 março 2012

Salto da TI em 2011

Sem retração, serviços de tecnologia avançam no país e alavancam PIB

Segmento foi o que mais cresceu em 2011, segundo dados do PIB.
Mercado saltou de US$ 59 bi em 2008 para US$ 95 bi em 2011.

Darlan Alvarenga Do G1, em São Paulo

O contrato de estágio de Elder Rodrigues, de 18 anos, encerraria em maio, mas ele já foi comunicado que será efetivado já a partir do próximo mês como analista júnior. “Entrei como estagiário há 4 meses e já vou ser efetivado. Não imaginava que tudo iria acontecer tão rápido”, diz o estudante, que está no 2º ano do curso de sistemas de informações e acaba de conquistar o seu primeiro emprego com carteira assinada. “Nem me formei e já tenho emprego. Acho que acertei ao escolher a área de TI [Tecnologia da Informação]”, avalia.
Elder Rodrigues, de 18 anos (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Elder Rodrigues entrou como estagiário na Stefanini e já foi contratado (Foto: Darlan Alvarenga/G1)
De acordo com os números de crescimento do setor e de déficit de mão de obra especializada na área, Rodrigues acertou em cheio. Dados do IBGE divulgados nesta terça-feira (6) mostram que o segmento de serviços de informação avançou 4,9% em 2011, acima da alta do PIB do país, que ficou em 2,7%, e à frente de atividades de maior destaque nos últimos anos, como construção civil (3,6%), indústria da transformação (0,1%) e comércio (3,4%). Em 2010, o setor tinha avançado 3,8%. Em 2009, quando o PIB nacional teve variação negativa, serviços de informação registraram crescimento superior a 4%.

Os serviços de informação englobam as atividades de telecomunicações, internet, serviços audiovisuais, edição e tecnologia da informação, que responde pela maioria das empresas do setor e por cerca de 50% da mão de obra empregada.
Os serviços relacionados à tecnologia de informação vêm ganhando uma participação cada vez maior na economia do país e as perspectivas para quem investe em uma carreira na área seguem promissoras. Atualmente, são cerca de 1,2 milhão de trabalhadores na área, cujo salário médio é de R$ 2.950, e o déficit de profissionais no mercado é estimado em 115 mil pessoas.
gráfico arte TI PIB - Vale este (Foto: Editoria de Arte/G1)
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Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o mercado de TI cresceu 61% nos últimos 3 anos. Em 2011, o setor movimentou US$ 96 bilhões, uma alta de 13% em relação ao ano anterior, representando 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Considerando também o mercado de telecomunicações, o total em 2011 chegou a US$ 190 bilhões, ou o equivalente a 8% do PIB.
O avanço do mercado de TI reflete a procura por ganhos de eficiência e busca por estruturas administrativas mais enxutas mediante terceirização de serviços e incorporação de soluções de tecnologia por praticamente todos os setores da economia, seja agropecuária, indústria ou comércio. Para 2012, o setor projeta crescimento de 12% a 13%.

“Um dos diferenciais do setor é que não há retração. A curva de TI é ligeiramente independente do crescimento econômico do país”, diz Antonio Gil, presidente da Brasscom. Ele destaca que os serviços de tecnologia são demandados tanto em projetos de expansão dos investimentos e inovação como de redução de custos e ganhos de escala.
“Nos últimos anos, tivemos a ascensão de mais de 40 milhões de pessoas para a classe C, um universo de consumidores emergentes que, além de eletrodomésticos, querem saúde, educação, bancarização e segurança, e não há como aumentar a oferta desses serviços sem fazer uso de TI”, acrescenta Gil.


“Podemos ser o quarto ou quinto maior mercado. O setor de TI brasileiro é um dos mais sofisticados do mundo. Somos bons no que fazemos. Nosso sistema bancário é um dos mais avançados do mundo e temos uma série de áreas que ainda não são atendidas efetivamente, como saúde, educação e segurança”, afirma Gil.
Dados do IBGE mostram que, entre 2003 e 2009, o número de empresas de serviços de informação saltou de 55 mil para 70 mil. Segundo a Confederação Nacional de Serviços (CNS), o setor responde por apenas 7,7% do total das empresas de serviços privados especializados. Por outro lado, o segmento responde pela maior fatia de faturamento líquido (28,8%), com uma receita média por empresa cerca de quatro vezes maior do que o nível de faturamento das outras empresas de serviços.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), só o mercado de desenvolvimento, produção e distribuição de software e de prestação de serviços é explorado atualmente por cerca de 9 mil companhias, sendo 85% delas micro ou pequenas empresas.
O custo de investimento para a abertura de uma empresa do gênero é relativamente baixo, basicamente pessoal e treinamento, o que estimula o empreendedorismo.
"O aumento da renda das famílias tem feito crescer a demanda por serviços voltados para o mercado interno. O setor é o maior empregador do país e o que mais cresce. Para 2012, estamos prevendo uma alta em torno de 5%", diz Luigi Nesse, presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), destacando que todas as atividades relacionadas a serviços (incluindo o comércio) respondem atualmente por 67% do PIB e tendem a representar mais de 70% do PIB em um prazo de até 5 anos.
"Na área de tecnologia, a grande vantagem é que diariamente surge uma nova oportunidade para empreender, seja na criação de um portal, um software, um sistema de informação, um aplicativo. E, na maioria dos casos, para começar basta uma ideia e conseguir juntar uma meia dúzia de profissionais”, acrescenta Nesse.
Déficit de mão de obra e pouca exportação
Com uso de mão de obra intensiva, a área de TI tem sido uma grande geradora de empregos, e o grande desafio do setor tem sido justamente suprir toda a demanda por profissionais qualificados. O gasto com mão de obra representa cerca de 70% dos custos das empresas de TI. "O país precisa incorporar cerca de 750 mil novos profissionais até 2020 para alcançar a meta de responder por 6,5% do PIB", diz o presidente da Brasscom. Entre os entraves para suprir as demandas do setor, ele cita o baixo percentual de egressos de nível superior na área de ciências exatas (cerca de 11%), a alta evasão escolar nos cursos de TI, a falta de base matemática no ensino fundamental e o baixo índice de profissionais com domínio de um segundo idioma.

Tais deficiências fazem o setor de TI brasileiro ainda ser extremamente dependente do mercado interno. As exportações somaram US$ 2,65 bilhões em 2011, segundo a Brasscom, o que representa uma fatia de menos de 3% do mercado. O mercado externo indiano, por exemplo, conhecido por atender localmente empresas de outros pontos do globo em seus call centers, é da ordem de US$ 70 bilhões.

O presidente da Abes, Gerson Schmitt, destaca que, dentro do mercado brasileiro de software, 79% dos programas ainda são desenvolvido no exterior. Para equilibrar essa balança, ele defende não só uma política de desoneração como também de fomento à proteção da propriedade intelectual.
"Hoje vendemos apenas serviços e não soluções replicáveis. Se seguirmos esse modelo, que é o indiano, seremos apenas colônia tecnológica, de venda de mão de obra a preço de commodity", diz. Ele alerta ainda para a forte tendência de internacionalização e concentração do setor. "São poucas as empresas de grande porte brasileiras e as que existem estão sendo assediadas", diz.
Empresa 100% brasileira está em 28 países
Marco Stefanini (Foto: Darlan Alvarenga/G1)Empresa criada por Marco Stefanini fatuou R$ 1,2 bi
em 2011(Foto: Darlan Alvarenga/G1)
Embora o mercado seja dominado por multinacionais, algumas empresas brasileiras também têm se destacado na área, conseguindo inclusive competir internacionalmente. “Hoje, 40% da nossa receita já vem do exterior. Somos a maior empresa latino-americana de serviços em TI e estamos entre as cinco maiores do mercado nacional”, diz Marco Stefanini, presidente e dono da Stefanini, empresa 100% brasileira, presente em 28 países com 14 mil funcionários.

Após uma série de aquisições no exterior, a companhia foi apontada em 2011 como segunda empresa nacional mais internacionalizada, ficando atrás apenas da JBS-Friboi, segundo ranking da Fundação Dom Cabral.

Formado em geologia, Stefanini entrou na área por acaso, em 1984, e construiu a partir do zero uma empresa que em 2011 anunciou um crescimento de 21%, com faturamento de R$ 1,2 bilhão, volume quatro vezes maior do que o registrado em 2006 (R$ 285 milhões). Para 2012, o grupo prevê crescimento de 35% e a contratação de pelo menos 2,5 mil funcionários, a maioria em território brasileiro.

“Vou ser sincero, não apostei. Era o que tinha na época, mas não vou falar que não gostei", diz o empresário.
Para driblar a falta de mão de obra, a Stefanini tem investido em recrutamento e aberto escritórios em cidades fora dos principais polos econômicos, onde a oferta de vagas na área é menor. Mesmo assim, a empresa passou a adotar a estratégia de abrir escritórios no exterior, para se manter competitiva no mercado internacional, ainda mais diante da valorização do real. Atualmente, as exportações responde apenas por cerca de 5% do faturamento da empresa.
"É comum uma concorrência onde uma empresa avalia vários países da América Latina e opta por serviços do México ou da Argentina, e não do Brasil”, diz Stefanini.
Entre os mais de 500 clientes da Stefanini no mundo estão gigantes como Petrobras, Telefónica, Bradesco, Ford, Dell, Motorola, Johnson & Johnson, Pão de Açúcar, Fnac e Compra Fácil. Mas quais são as soluções e serviços oferecidos pelas empresas de TI?
“A gente desenvolve aplicações que as empresas usam como base no seu business, seja na área de back office (programas de gestão interna), logística, e-commerce, internet móvel, certificação de compras, desenvolvimento de um portal ou gerenciamento de infraestrutura e suporte", explica Stefanini.
Recém ingresso na empresa e no mercado de TI, o estagiário Rodrigues atua no suporte da rede de uma companhia aérea. “Trabalho com login de usuário, arrumo ponto de rede, tiro dúvida de funcionários, tenho de resolver um pouco de tudo, só não crio ainda aplicativos. Mas espaço para crescer é o que não falta", acredita.

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